
Fim da redução do IPI e preços não afetarão o mercado, dizem executivos.
Otimismo após crise vem acompanhado de novos investimentos.
Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo
Semblantes tranquilos e discursos otimistas. Há um ano, quando a crise financeira mundial abalou a indústria automobilística nacional, o comportamento dos presidentes das principais montadoras do país era exatamente o oposto. Na época, dedos nervosos tentavam traçar saídas para a forte queda das vendas, que despencaram de 239,2 mil unidades em setembro de 2008 para 177,8 mil unidades em outubro do mesmo ano. Agora, com 308,7 mil unidades emplacadas em setembro (nível recorde), os executivos afirmam que o susto passou e apostam em crescimento nas vendas de automóveis e comerciais leves de até 6% no próximo ano, ao considerar que 2009 fechará com 3 milhões de carros licenciados.
O quadro positivo leva em conta o aumento dos preços dos carros, que sofrerão reajustes em breve devido ao fim da redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e ao aumento dos custos de produção.
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